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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

When death comes. - Quando a morte vem.

Men come and they go and they trot and they dance, and never a word about death. All well and good. Yet when death does come—to them, their wives, their children, their friends—catching them unawares and unprepared, then what storms of passion overwhelm them, what cries, what fury, what despair! To begin depriving death of its greatest advantage over us, let us adopt a way clean contrary to that common one; let us deprive death of its strangeness, let us frequent it, let us get used to it; let us have nothing more often in mind than death. . . . We do not know where death awaits us: so let us wait for it everywhere.

To practice death is to practice freedom. A man who has learned how to die has unlearned how to be a slave. - Montaigne

Homens vêm e vão, brincam e dançam, e nem uma palavra sobre a morte. Tudo bem. No entanto, quando a morte vem para eles, para suas mulheres, para seus filhos, para seus amigos, ela os pega desprevenidos e despreparados. Depois que tempestades de paixão os oprimem, que choro, que fúria, que desespero! Para começar a roubar da morte a sua maior vantagem sobre nós, adotemos uma maneira contrária à comum, vamos retirar da morte a sua estranheza, vamos frequentá-la, vamos nos acostumar com isso, vamos ter em mente nada mais frequente que a morte. Nós não sabemos onde a morte nos espera: por isso vamos esperar por ela em toda parte.

Praticar a morte é praticar a liberdade. O homem que aprendeu como morrer, desaprendeu como ser um escravo. - Montaigne

3 comentários:

Julita Menezes disse...

Olá,
Gostei muito do texto.
Aproveitando...
Você poderia me indicar algum texto budista, que fale sobre a morte dos animais?
No dia 04 de dezembro, precisei sacrificar um dos meus animalzinhos (um gato). Ele estava com uma forma bem agressiva de câncer ósseo. Não mais andava, sentia dores terríveis e por
ter convulsões não poderia fazer a quimioterapia.
Procurei na internet e li alguma coisa a respeito na visão espírita, mas gostaria de saber na visão budista.
Desde já, agradeço.
Julita
Fortaleza-Ce
(julita.jumenezes@gmail.com)

Artur Gil disse...

Gostei muito do texto.
A morte não é o fim de qualquer coisa, mas o começo de uma outra coisa qualquer. Talvez, não sei.

Pema Lodrön disse...

"O Livro Tibetano do Viver e Morrer" de Sogyal Rinpoche - Editora Palas Athena

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